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Medição individualizada - A posição da Sabesp

Atenta à reclamação recorrente em condomínios sobre o uso da água e rateio da fatura, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) deu início, em 16 de dezembro, à operação de medição individualizada em condomínios residenciais e comerciais de todos os 364 municípios paulistas que atende.

Com esse serviço, cada unidade habitacional receberá a conta com o valor do que efetivamente consumiu, prevalecendo a justiça social – quem consome mais paga mais.

O modelo de medição, que integra o programa Soluções Ambientais da companhia, é inovador e fruto de uma parceria com o Centro de Desenvolvimento e Documentação da Habitação e Infra-Estrutura Urbana (Cediplac), que mantém convênio com a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). Dessa união resultou o programa PróAcqua (www.proacqua.org.br), que será responsável pela capacitação e certificação dos profissionais que se encarregarão de todo o serviço de medição individual, sempre mantendo o padrão Sabesp de qualidade.

A cargo da companhia de saneamento ficarão a leitura, o faturamento e a emissão das contas – sem custo adicional nenhum –, bem como a gestão administrativa das faturas e o corte do fornecimento de água dos clientes inadimplentes. O condomínio vai arcar com as adequações e com a manutenção interna do sistema, sendo que o valor dessa conta vai variar de acordo com as características do local. 

A certificação de empresas com o selo PróAcqua permite ao condomínio total liberdade de escolha do prestador de serviços internos. A partir do momento em que essas instalações estiverem de acordo com o padrão Sabesp, a concessionária realiza a emissão de conta individual por unidade. Essa livre escolha pelo condomínio também gera competitividade no mercado, resultando em preços finais cada vez mais atrativos ao cliente.

A medição

Hoje em dia, a maioria dos condomínios conta com apenas um hidrômetro coletivo, que registra o consumo total do prédio e racha a fatura entre todos os inquilinos, sem discriminação dos gastos particulares e coletivos (como piscinas). Com a medição individualizada, o condomínio terá um hidrômetro por unidade habitacional, além do coletivo.

A medição pela Sabesp continua a mesma: será feita na parte externa do condomínio, onde estarão o hidrômetro coletivo e o concentrador, aparelho que reunirá os dados registrados em cada hidrômetro individual. O coletivo continua totalizando o consumo geral do edifício (individual e comum).

Para saber quanto cada unidade habitacional vai pagar (contando a despesa particular e a coletiva), o gasto registrado no hidrômetro individual será subtraído do gasto total. O que sobrar será consumo da área comum e dividido igualmente entre os moradores.

Cerca de 370 mil unidades autônomas em municípios operados pela Sabesp estão aptas a passar pelas modificações e receber os hidrômetros individuais. O edifício da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) que assina o contrato fica em Francisco Morato, na Grande São Paulo. São 16 apartamentos distribuídos por quatro andares, onde residem 70 pessoas. O custo por apartamento no condomínio da companhia ficou em torno de R$ 700. Para os edifícios que ainda não foram construídos, o gasto pode ficar menor, uma vez que o projeto já pode prever a instalação dos hidrômetros individuais.

Fonte: Hidrotech

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